O Pré sal e o Meio ambiente
setembro 19, 2009
Em um mundo sedento de energia “para todos” é sempre bom ter recursos disponíveis para suprir essa necessidade, porém é muito importante levar em consideração as implicações que a disponibilidade desses recursos terá assim algumas perguntas ficam no ar:
Os responsáveis pelo gerenciamento dessa exploração de petróleo em condições tão especiais estão também preparados para avaliar os novos impactos que venham ser causados ao meio ambiente?
Estão sendo levados em consideração os custos ambientais inclusos nos custos normais da exploração?
Os recursos financeiros obtidos da venda e exploração terá uma parte aplicada em tecnologias de energias renováveis, tão importantes para populações que nem sabem o que significa pré sal? essas e outras questões devem ser analisadas para que o pré sal não seja apenas mais um commoditie passível de especulação financeira.
New Energy for a New Life
julho 3, 2009
Bem vindos ao blog onde se pretende discutir o meio ambiente e principalmente as alternativas energéticas para as necessidades do planeta.
Novidade na utilização do hidrogênio: O desenvolvimento de células a combustível do tipo PEM onde o catalizador não é mais um metal raro e caro como a platina e sim o ferro. Isso vai acelerar a utilização de células em sistemas móveis como carros. Um grupo de Quebec desenvolveu o sistema (reportagem da Scientific American Brasil nº 86).
Uma pergunta que não cala. É possível manter o meio ambiente com o nascimento de aproximadamente 70 milhões de pessoas por ano?
Uma reflexão sobre a pandemia do AH1N1. Com países em condições econômicas precárias e onde o poder público não apresenta capacidade de atuação efetiva será possível deter uma eventual epidemia que venha a representar um real perigo à população humana? Não seria o H1N1 uma boa oportunidade de avaliação do risco que representam nações abandonadas à sua própria sorte pelas entidades que se dizem guardiãs das nações? Elas não deveriam também ser guardiãs do meio ambiente?
O mar leva a melhor com o aquecimento global. Em recente visita à bela cidade de João Pessoa pude registrar algumas imagens que mostram que daqui para frente as cidades costeiras terão uma luta ferrenha com o aumento do nível do mar e com o aumento da intensidade das tempestades. Esse novo panorama vai demandar um planejamento mais cuidadoso e com uma visão de gestão muito mais apurada para a realização de obras que não venham a sofrer em pouco tempo com o ataque do mar às suas estruturas. Já que o concenso para um real corte nas emissões de gás carbônico parece sucumbir às necessidades de recuperação de uma crise econômica mundial, o que nos resta é gerir com sabedoria o futuro das cidades costeiras.
- Mureta do farol de Cabo Branco que foi levada juntamente com falésia
- Pedaço da mureta do farol do Cabo Branco juntamente com falésia a beira mar
O Mar pode ser uma das saídas para a geração de energia. O Brasil é realmente um país privilegiado em relação às possibilidades de geração de energia renovável. O mesmo mar que vem atacando a terra com cada vez maior voracidade pode ser uma fonte de energia de grande importância para o país. Nas regiões Nordeste, Sudeste e sul a energia das ondas poderia gerar muitos GW de potência, enquanto na região Norte a diferença de maré poderia ser outra fonte de energia. Cada uma delas demanda um tipo de tecnologia que já está sendo utilizada em algumas partes do mundo. Portanto antes de mal dizer o mar por estar atacando nossas costas devemos aproveitar o que ele pode nos oferecer em relação ao fornecimento de energia limpa e renovável.
Homem na lua Homem na Terra. Comemoramos hoje 40 anos de um feito realmente incrível, a chegada do homem a lua. Naquele ano um terço da população do planeta (cerca de 600 milhões de pessoas) acompanhou as etapas do grande feito, mais do que a conquista do nosso satélite natural esse acontecimento trouxe vários avanços científicos que são utilizados em nossa vida cotidiana. É importante lembrar que se hoje um terço da população do planeta fosse acompanhar o mesmo feito ela seria de (cerca de 2,2 bilhões de pessoas). Talvez fosse a hora de se ponderar sobre o aumento da aplicação de recursos em nosso próprio explorado planeta para a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas que nem sabem que homem já pisou na lua.
A energia solar que não aproveitamos. Mais uma constatação da minha recente viagem ao litoral nordestino: além do vento que refresca os turistas e poderia estar refrescando o ambiente produzindo eletricidade através da energia eólica, o sol é outro importante esquecido pelas autoridades brasileiras. Sistemas de geração de energia fotovoltaica ou o simples aquecimento da água do banho poderiam estar diminuindo a conta de luz dos brasileiros e reduzindo a nossa dívida para com o ambiente. Pensando nisso aproveito o blog para dizer que patenteei no dia de ontem (21/07/2009) um sistema de aquecedor solar inflável que espero que possa reduzir o custo desse tipo de sistema para aproveitamento do calor do sol e que espero venha a despertar o interesse de quem é de competência.
Mais um encontro menos uma esperança. O resultado da reunião do G8 nas ruínas de Áquila para uma prévia do que deve ser o encontro em Copenhague foi mais um momento importante perdido para se estabelecer metas e caminhos sérios para alcançá-las em relação ao número de graus Celsius que o planeta pode alcançar sem sofrer uma desestabilização mais grave. Concordo plenamente com o coordenador do Painel Intergovernamental para Mudança Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), Rajenda Pachauri quando ele chama o acordo de desleixado. Quanto tempo ainda nosso clima vai suportar o desleixo com que é tratado?
03/08/2009: Uma voz de bom senso: O diretor do programa da ONU para o meio ambiente o Sr. Achim Steiner em recente entrevista á revista época edição de Agosto mostrou que a escolha por uma economia baseada no transporte individual em detrimento ao público, mesmo usando um combustível renovável como o etanol não pode ser considerada uma opção ambientalmente correta. Em minha visita ao ministério do planejamento no mês de novembro de 2008, para apresentar alternativas para o abastecimento de energia em locais isolados para telecomunicações, já comentava com os técnicos presentes que o Brasil não pode apoiar-se no programa do álcool como seu único projeto ambiental na área de energia, pois corre o risco de mais uma vez ser considerado “O País do futuro”

